O MUNDO PARA OS FILHOS

Levámos as crianças à Eurodisney. Adoraram. Diversão familiar garantida, não foi mais do que um dos muitos passos que demos com ele e ela, para conhecimento do mundo que nos permite a vida.

Procurámos sempre, na medida do possível, proporcionar aos filhos as mais variadas experiências, no sentido de completar a educação formal. E fizemo-lo quando ele e ela eram crianças, na adolescência, e mesmo como jovens adultos.

Para aprendizagem com mais conteúdo, mas sem deixar de ser divertida, fomos com eles à Cité des sciences et de l’industrie, em La Villette, ao Futuroscope de Poitiers, à Cité de l’espace, em Toulouse, ao Visionarium (Centro de Ciência do Europarque), em Santa Maria da Feira, e ao Exploratorium de São Francisco, ainda nas instalações do Palace of Fine Arts, com magníficos jardins em redor. De forma mais clássica, em Paris explorámos o Louvre e o Muséum d’Histoire Naturelle, pouco tempo após a inauguração da belíssima galeria da evolução. E também o British Museum, em Londres, o Museo del Prado, em Madrid, o Museo del Oro Precolombino, em San José da Costa Rica, o La Brea Tar Pits and Museum, de Los Angeles, e outras instalações da mesma categoria.

Não pode ser esquecida nesta listagem a grande exposição que foi a Expo’98, nem o excelente Oceanário de Lisboa, nela incluído. Outros aquários foram visitados, nomeadamente o modelo em que tantos outros se inspiraram, o Aquário do Mónaco, e o de Sidney, com o seu espectacular túnel subaquático.

A exploração do planeta contemplou também, como não podia deixar de ser, a visita ao mundo natural. Entre outros locais icónicos, fomos ao Gerês e à Estrela, aos Picos de Europa, aos Pirinéus, aos Alpes, e até aos Himalaias. Estivemos na  Grande Barreira de Coral, no Grand Canyon, e espreitámos o Evereste. Vimos com eles as sequóias gigantes, os pinguins da Antártida, a fauna e flora riquíssimas das savanas de África, ou das florestas tropicais húmidas da América Central, de Madagáscar e da Austrália.

A diversidade cultural de outros povos foi também contactada de perto, abrangendo a estética, a espiritualidade, a gastronomia, a hospitalidade, as adaptações ao meio, a opulência, a miséria e outras idiossincrasias, em cinco continentes e algumas ilhas.

Sabemos que muitas dessas vivências terão já deixado a memória consciente. No entanto, estamos certos de que todos aqueles estímulos sensoriais e cognitivos desempenharam o seu papel na formação das pessoas que os nossos filhos são hoje, pensando com a própria cabeça, e tendo o mundo como referência.

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