A FISGA

Poc! O passarinho caiu ao solo mesmo em frente aos meus pés. Imediatamente senti pena do bichinho frágil, muito mais intensa do que a satisfação infantil de ter pela primeira vez ter acertado num alvo. Naquele tempo quase todos os miúdos tinham fisga, feita de um pau bifurcado, duas tiras de borracha aproveitada de uma … Continue reading A FISGA

REMA, REMA!

O bicharoco não estava assustado, podia desaparecer quando quisesse. Parecia, isso sim, que se divertia à nossa custa, afundando aqui e emergindo mais além. De máquina fotográfica na mão, eu olhava em volta e pedia ansioso: está ali, rema, rema, Zé! E o Zé, fazendo-me a vontade, remava. Acabei por fazer dois ou três “slides”(1) … Continue reading REMA, REMA!

ESPADAS NA PRAIA

À medida que nos aproximamos, aumenta o reflexo do sol. Brilha em dezenas de espadas, perfeitamente alinhadas umas ao lado das  outras. Não, não são espadas metálicas, embora o prateado intenso assim o sugira. Nem são armas, ainda não passaram muitas horas desde que ainda estavam vivos.  Sábado ao início da manhã. Os abundantes peixes-espada, … Continue reading ESPADAS NA PRAIA

A COMISSÃO E O RIO SABOR

Levantei-me e disse alto e bom som, irritado: “Nesta sala não há mais ninguém além de mim que saiba interpretar toda a informação do documento! Não sou um ecologista qualquer sempre do contra. Estou a debater o assunto baseado em conhecimento e com argumentos técnicos. Por isso, exijo respeito!” Assim mesmo, mais vírgula menos vírgula. … Continue reading A COMISSÃO E O RIO SABOR