CEMITÉRIO DO PÈRE-LACHAISE

Primeira vez em Paris, bolso pouco abonado, percorri a pé as ruas à beira do Sena, vi monumentos, entrei nos museus, conversei com este e aquele, mas a coisa mais inesperada que me aconteceu foi o convite de um americano que encontrei na pousada de juventude. Era para ir ao cemitério ver a campa do afamado músico Jim Morrison. Lá fui ao Père-Lachaise, por curiosidade, até porque nem apreciava o artista, apenas gostava de Riders on the storm, e descobri que havia uma espécie de culto por artistas suicidários. Havia mesmo uma romaria continua de estrangeiros, e muitos deixavam flores ou outros objectos na campa rasa, cigarros, isqueiros, fotografias… A poucos metros estava a campa do Chopin, imponente, mas sem flores nem admiradores.

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