A árvore morta, de tronco negro, revelava-se em forte contraste com a neblina brilhante do sol ainda baixo. Encaixado nos ramos, um ninho muito grande, cegonha ainda deitada. Mas este ninho não era como os outros, destacava-se por estar pouco acima da água, bem afastado da margem. Não conhecia outro igual. A ave levantou-se e … Continue reading NA TENDA
Mês: Agosto 2019
NUNCA MAIS!
Cheira mal! Muito mal mesmo, um odor de refinaria, corrosivo, enjoativo... Estamos longe e chega até nós, intenso. Lá ao fundo, duas ou três dezenas de vultos brancos movimentam-se coordenadamente, como num formigueiro. Aproximando-nos até às barreiras, vemos melhor e, afinal, não são bem brancos. Os fatos integrais são alvos, sim, mas estão manchadas de … Continue reading NUNCA MAIS!
AO DESCER O RIO LIMA
Não era uma azenha abandonada. Construção robusta, lages bem encaixadas umas nas outras, aparentava vários séculos de existência. De formato encurvado, interior vazio, atravessada por água entrando por abertura virada a montante e saindo por uma “porta” para jusante, a estrutura mostrava na face das pedras o desgaste e polimento de incontáveis cheias do rio. … Continue reading AO DESCER O RIO LIMA
PEDRA AMARELA
Um azul que nunca tinha visto. Um azul luminoso, à superfície, mas muito carregado, na zona profunda. Em redor, um manto claro, brilhante, quase branco, cobrindo tudo em forte contraste. Uma névoa muito ténue pairando, saindo devagar, como que avisando subtilmente do calor intenso contido no pequeno lago, enganadoramente da cor que é geralmente sinal … Continue reading PEDRA AMARELA
ERVAMOIRA
Era perfeita, nunca tinha visto igual. As almofadas oblongas bem marcadas e os traços deixados pelas longas unhas não deixavam lugar para dúvidas. Na margem do rio Côa, ainda o sol se levantava e uma neblina suave pairava sobre a água, dei com ela em cama de areia fina, ainda húmida da noite. No meio … Continue reading ERVAMOIRA